Dissertação por Maria Eduarda Azevedo
Publicado por Heloisa Lazzarini
Dentre as diversas novidades tecnológicas contempladas no cenário atual, à inteligência artificial (IA) designa-se imenso destaque por sua notória capacidade de influenciar os mais diversos setores da sociedade. Desde 1956, quando John McCarthy, pela primeira vez, utilizou o termo “inteligência artificial” para referir-se aos programas autodidatas capazes de emular o comportamento e o pensamento humano na tomada de decisão e execução de tarefas, os diversos impactos provocados pelo uso desses softwares vêm sendo analisados em sua crescente trajetória. Entretanto, a base da IA moderna deu-se por devidamente estabelecida muito recentemente, quando o acesso a amplas bases de dados foi facilitado pelo aprimoramento dos algoritmos e, consequentemente, pelo maior alcance tecnológico que se viabilizou.
Por certa perspectiva, o uso de programas de inteligência artificial promove inúmeros benefícios às mais variadas etapas industriais. Um vasto compilado de funções que variam desde a automação da produção, no setor primário da economia, até o auxílio na oferta de produtos e serviços, no terciário, representa a extensa gama de facilidades proporcionadas pela aplicação desses sistemas na indústria. Todavia, há quem afirme que cerca de 40% dos
empregos que conhecemos serão diretamente afetados pela adoção desses sistemas, culminando no notório recrudescimento dos índices de desemprego estrutural, principalmente em setores como o automobilístico e o agrário.
Entretanto, tais projeções, além de exacerbadas, levariam muito mais tempo e especialização dos algoritmos para que se aproximassem de sua concretização. A completa substituição do homem por softwares pensantes é inviável e assim se manterá pelos próximos anos. À efetiva capacitação de um profissional da saúde, por exemplo, dedica-se uma média de 10 a 12 anos. Um jurista bem formado, como um desembargador ou um promotor
experiente, levaria de 8 a 12 anos para capacitar-se ao pleno exercício de sua função. Aqueles que buscam estruturar uma carreira no ramo da psicologia levariam, em média, de 8 a 10 anos para concretizarem-se no meio e, então, atuarem na área enquanto especialistas. Como essas, toda e qualquer profissão exige de seus profissionais tempo de capacitação, preparo e treinamento.
Além disso, vale reiterar que não somente são os anos de educação formal que capacitam o profissional, mas, principalmente, a experiência à qual se submete. A real formação do indivíduo se dá a partir de suas vivências, do convívio com a prática da teoria estudada. Assim, mesmo que fossem dedicadas décadas de formação, os sistemas de inteligência artificial ainda não seriam igualmente capazes de enriquecer a partir da experiência como são os homens. Por isso, devemos enxergar os softwares em questão como uma riquíssima ferramenta, dotada de um alcance impressionante, mas que deve ser
utilizada com moderação.
Dessa forma, o uso de inteligência artificial para, sem supervisão, realizar uma cirurgia é absolutamente inviável, mas o seu uso para o auxílio na identificação de sintomas e provimento de um mais assertivo diagnóstico fariam do trabalho do agente da saúde ainda mais completo. Realizar uma sustentação oral frente a um tribunal ou despachar determinações não são funções que devem ser atribuídas aos sistemas de IA, mas seu uso pode ser fundamental para enriquecer discursos ou auxiliar o desembargador na concretização de suas decisões. Assim, conclui-se que o uso desses algoritmos é muito mais acessório que essencial e, por isso, não deve haver efetiva substituição.
Outro campo no qual a inteligência artificial tem demonstrado grande capacidade é a educação. A personalização do aprendizado, proporcionada por sistemas adaptativos, pode transformar o modo como os alunos interagem com o conteúdo educativo. Ferramentas como o Microsoft Immersive Reader, que converte texto em áudio e ajusta o formato das informações para atender às necessidades de alunos com deficiências de visão ou compreensão, por exemplo, estão promovendo um avanço significativo na inclusão escolar. Dessa forma, esses sistemas, a partir da promoção de uma maior acessibilidade, promovem aos alunos a possibilidade de um estudo direcionado e cuidadosamente adaptado às suas necessidades, comprovadamente aumentando a efetividade do estudo.
O bom uso dos programas em questão é de benefício incomensurável e o desfrute das claras vantagens trazidas pela exploração de suas funções cabe ao homem realizar, com muita ética e moderação, sabendo do enorme potencial de crescente alcance da inteligência artificial e evitando quaisquer excessos uma vez que o abuso da tecnologia converter-se-á em uma série de consequências negativas que em muito atrasariam o desenvolvimento social e contraporiam aos ideais de ordem e progresso defendidos pela nação.
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