Os Estados Unidos e o Vietnã do Norte não falam o mesmo idioma e isso pode resultar na próxima Guerra Mundial

Notícia por Isadora Macário em 22 de março de 2024


Publicado por Amanda Velasco

Comitê CSNU 2
Comitê CSNU 2

Nesse sábado (22), a terceira sessão teve início da mesma forma que se encerrou no dia anterior. Os discursos que abriram a reunião eram redundantes e tinham, como único objetivo aparente, defender a honra dos próprios países e deputados. A República de Cuba se desviou do assunto que deveria ser discutido, pois frisou a malignidade estadunidense presente no seu território e que o sistema socialista deveria prevalecer. Apesar de o debate a respeito do corredor humanitário ter continuado, não foi criado documento algum para efetivar a sugestão. Como evidenciado pela delegação da República do Paraguai, os debates realizados pelo estavam sendo comitê improdutivos.

A discussão visando à divisão do Vietnã recebeu maior foco, embora não tenha sido aprofundado como necessário para que fosse feito um acordo com o qual as delegações concordem unanimemente. O Vietnã do Norte propôs um plebiscito para que o povo pudesse escolher seu próprio futuro. A ideia foi apoiada por vários países, dos quais se destacou o Canadá, e enfim evidenciou a suposta aliança entre as nações. O delegado da República Socialista do Vietnã também reforçou que os Estados Unidos da América têm histórico de dividir nações por lutas ideológicas, como ocorreu à Alemanha e às Coreias.

Em uma tentativa de alcançar progresso, foi estabelecido que os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas poderiam vetar quaisquer propostas que não agradassem aos seus próprios interesses. Durante o debate, os E.U.A. se posicionaram contrários a um plebiscito. A delegada norte-americano afirmou que a melhor forma de lidar com a guerra seria a criação de uma área desmilitarizada para a reestruturação do Vietnã do Sul e do Vietnã do Norte, onde, após dez anos, poderia haver eleições para definir a divisão final do espaço. A representante cita a Conferência de Yalta para exemplificar o que ocorreria, mas relembrou que houve, após a Conferência, divisão de influências no Continente Europeu.

A discussão para encontrar um modo de agradar ambos os lados continuou e os países finalmente começaram a conversar entre si e a considerar os pontos levantados por outros delegados para que, em conjunto, encontrassem uma solução diplomática. No entanto, a paz pouco durou. Uma crise teve início quando, em Berlim Oriental, um grupo, como forma de protesto contra a dominação soviética, atacou o Muro de Berlim com armamento fornecido pelos Estados Unidos da América e pela República Francesa. Os países do Pacto de Varsóvia responderam mandando tropas para a região, o que trouxe instabilidade ao contexto geopolítico e, possivelmente, instigou a Terceira Guerra Mundial. O caos foi, então, instaurado no Comitê de Segurança das Nações Unidas.

As propostas para a resolução da crise eram insatisfatórias e feitas de forma rude entre os países. Os Estados Unidos se recusaram a ser julgados se a União Soviética não fosse também, além de terem tentado encobrir sua culpa pela crise. O Vietnã do Norte encontrou-se em conflito com os E.U.A. “Eu devo estar falando outra língua!”, gritou o deputado da República Socialista do Vietnã. Caso os países não parem de defender suas ideologias afim de debater o assunto proposto, a vida de inúmeros civis estará em perigo.

Felizmente, o delegado da União Soviética alterou-se menos do que os demais e afirmou que retiraria suas tropas se a OTAN cancelasse o envio de tropas a Berlim. O Reino Unido garantiu que ambas as partes estavam trabalhando para minimizar os efeitos da crise, com pouco sucesso em amenizar a tensão no comitê. Com o tempo da terceira sessão quase se encerrando, os delegados da União Soviética e dos Estados Unidos pareceram trabalhar juntos, mas a crise não teve seu final estabelecido e, novamente, os conflitos entre os representantes começaram.

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